segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

"Às vezes eu só preciso do teu silêncio e da tua compreensão. Às vezes não quero ouvir que estou errada, às vezes só preciso que me abraces e me faças ver que o mundo pode estar a ruir mas tu estás ao meu lado. Às vezes eu só preciso do teu cheiro do teu ombro para sentir que estou em casa e que estou segura. Às vezes preciso que sejas maior que as tuas opiniões e que respeites a minha maneira de gerir os problemas que sempre chegam. Na verdade às vezes eu só preciso de ti. A verdade é que às vezes não são as palavras que nos acolhem, mas é no silencio que nos conhecemos, nos aceitamos e juramos coisas que as palavras nunca vão conseguir dizer."

sábado, 9 de junho de 2012

P. :A vida une as pessoas certas no momento certo. Que este seja nosso destino: amar, viver e começar cada dia juntos".

Será? eu não sei, tu não sabes, apenas o tempo o dirá. Contudo...fazes-me acreditar que sim.
Obrigado por tudo. Amo-te*

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Como é que se esquece alguem que se ama?

" Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?
As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.
É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar."



Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume'



sexta-feira, 26 de agosto de 2011

" Na minha próxima vida, quero viver de trás para frente.Começar morto, para despachar logo o assunto. Depois, acordar num lar de idosos e ir-me sentindo melhor a cada dia que passa. Ser expulso porque estou demasiado saudável, ir receber a reforma e começar a trabalhar, recebendo logo um relógio de ouro no primeiro dia. Trabalhar 40 anos, cada vez mais desenvolto e saudável, até ser jovem o suficiente para entrar na faculdade, embebedar-me diariamente e ser bastante promíscuo. E depois, estar ppronto para o secundário e para o primário, antes de me tornar criança e só brincar, sem responsabilidades. Aí torno-me um bébé inocente até nascer. Por fim, passo nove meses flutuando num “spa” de luxo, com aquecimento central, serviço de quarto à disposição e com um espaço maior por cada dia que passa, e depois – “Voilà!” – desapareço num orgasmo. "´

Woody Allen



quinta-feira, 14 de julho de 2011

" Que se lixem as poesias. Os textos bonitos. As histórias encantadas. Que se lixem as princesas e as fadas. Que se lixem os finais felizes.
O mundo não é bonito, nem feliz na sua generalidade.
A vida não é fácil, nunca ninguém disse que era. Mas também ninguém me disse que era tão difícil. A vida também não é bonita. Nem tão pouco feliz. A vida é dia. É noite. É qualquer altura onde existe ser. Onde pode ser. Onde tem de ser. A vida é morte lenta. É sorrisos. É flores. E é um montão de coisas bonitas que sem as coisas feias não seriam bonitas. E a vida é isso. É morte lenta. É o outro lado do dia sem ser noite. É a tristeza. As lágrimas. E um montão de coisas feias. A vida é tudo. E quase nada. Tão pouco que não chega a nada. A vida é morte lenta…
Quero-me esquecer de acordar. E fingir que a noite é eterna. Que a luz se apagou infinitamente num sopro estranho que me gelou a alma.
E morrer devagar, como uma vela que chega ao fim. Sem o sol para me envergonhar. Sem medo de não acordar. Por saber que é eterna a noite, ou a cegueira, ou a falta de luz e de calor.
Vazia.
Casca vazia ou coisa nenhuma.
Fim
Fim ou nada
Tudo ou nada
Tudo e nada
Coisa vazia
Quase ninguém. "

terça-feira, 21 de junho de 2011

" Aprendi que se aprende errando.

Que crescer não significa fazer aniversário.

Que o silêncio é a melhor resposta, quando se ouvem parvoíces.

Que trabalhar significa não só ganhar dinheiro.

Que conquistamos amigos mostrando quem somos.

Que os verdadeiros amigos ficam sempre até ao fim.

Que a maldade se esconde atrás de uma bela face.

Que não se espera a felicidade chegar, mas procura-se por ela.

Que quando se pensa saber tudo quer dizer que ainda não se aprendeu nada.

Que a natureza é a coisa mais bela da vida.

Que amar significa entregar-me por inteiro.

Que um só dia pode ser mais importante que muitos anos.

Que se pode conversar com estrelas.

Que se pode confessar com a lua.

Que se pode viajar além do infinito.

Que ouvir uma palavra de carinho faz bem à saúde.

Que dar uma carinho também faz…

Que sonhar é preciso.

Que se deve ser ciança a vida toda.

Que o nosso Ser é livre.

Que o julgamento alheio não é importante.

Que o que realmente importa é a paz interior.

E, finalmente, aprendi que não se pode morrer, para se aprender a viver. "



sábado, 4 de junho de 2011

"A vida é um circo, só que a tenda é maior!"



fonte: Filme Os Macacos do Espaço